Estou terminando de ler um livro chamado Infiel - A História de uma mulher que desafiou o Islã, escrito por Ayaan Hirsi Ali, somaliana que recebeu asilo na Holanda depois de 23 anos de intensa tortura (era espancada pela mãe, pelo professor que a ensinava o que o Alcorão dizia, pela vó, teve o clítores estirpado, dentre outras tantas violências sofridas.).
O livro é incrível. Ayaan relata a realidade vivida na Somália, no Quênia, na Arábia Saudita e depois conta sua vida na Holanda. Incrível a diferença de sistemas políticos falidos com sistemas absurdamente desenvolvidos.
Formada, anos mais tarde, pela melhor faculdade de Ciências Políticas da Holanda, Ayaan atualmente é perseguida pelo Islã por trazer das sombras relatos verdadeiramente emocionantes e reais de uma doutrina permeada por violência, submissão e temeridade.
O Islã, assim como qualquer outro fanatismo é culpado por romper uma sociedade que vive há anos em uma guerra civil sem fim.
Falei do livro porque lendo as notícias do dia de hoje, como é muito normal, encontrei mais uma sobre esse fundamentalismo inadmissível. A chamada guerra santa ainda não acabou e, infelizmente, não cessará tão rápido.
Notícia: Quinhentos mortos em ataque de muçulmanos contra cristãos na Nigéria
Ps: só um adendo que devo fazer antes que possam me interpretar mal: o islamismo assim como o catolicismo, como o hinduismo, o protestantismo, o budismo ou seja lá qualquer outra religião, ao se transformar em dogma podem acabar com um país se forem mal interpretados.
Sou católica de batismo, acredito em minhas crenças, mas não admito a intolerância religiosa e os pregadores insuportáveis que querem convencer o mundo à seguir sua religião.
Respeito pelos seguidores de outras religiões é medida fundamental para a coexistência pacífica. A guerra santa não existe.
segunda-feira, 8 de março de 2010
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