sexta-feira, 15 de abril de 2011

. amor e revolução .

Tô tentando acompanhar essa novelinha aí do SBT, mas já perdi vários capítulos.
Pra quem não sabe, mostra um dos episódios mais violentos da história brasileira: o golpe militar de 64 e suas consequências: o movimento revolucionário, as organizações paramilitares, os esquadrões de caça aos comunistas, a sujeira que eram feitas nos porões da ditadura. Censura. Torturas. Mostra algo que todo mundo sabe que aconteceu, mas que ainda é um tabu para muitos.
Onde pode chegar a crueldade humana?
Pois é, agora os milicos tão revoltados, alucinados querendo que a novela saia do ar. Por que? Quando se cutuca o baú da memória, muita coisa vem a tona. E mais ainda: estão querendo repetir uma vez mais o cerceamento das liberdades de expressão! Mais um AI5?
Não é a toa que mais de 20 anos depois do "fim" da ditadura ainda não foram abertos os arquivos desse período sombrio. Ainda existem desaparecidos, corpos espalhados em lugares inimaginaveis (lugares clandestinos onde mtos guerrilheiros foram enterrados, depois de serem torturados até a morte) e mais um tanto de história que talvez nem saibamos.
Sim, ainda é muito recente, mas é direito enterrar nossos corpos. É direito que todo mundo saiba as atrocidades que foram cometidas nos anos de chumbo.
Eu quero é mais! Que a cada dia os militares fiquem mais alucinados por ver uma novela expondo seus podres. Se tem causado tanta repulsa, é porque certamente ao ver certas cenas, acabem se identificando com aquilo.
Como dizem poraí: "só escondemos aquilo que sabemos que é errado", afinal, o que é certo não temos vergonha de mostrar. E isso serve pra tudo.

Obrigada a todos que de uma maneira outra se envolveram na guerrilha para lutar por um país mais justo. A todos que morreram e que sofreram em busca de um país livre. Me orgulho em saber que existiram (e ainda existem) pessoas como vocês. E como disse ontem um dos depoimentos "faríamos tudo de novo, mesmo sabendo das atrocidades que foram cometidas contra os resistentes". E eu sei que fariam.

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